sexta-feira, 18 de junho de 2010

Minhas primeiras Madeleines e um lembrete

Estreei as minhas forminhas para Madeleines com mais uma receita da Patricia Scarpin.
Dizer que gostei não seria a coisa mais apropriada, porque não deu muito certo.
Segui todos os passos, exceto pela substituição da Praliné de Amêndoas pela cobertura crocante da Marvi de castanha de caju, que já tinha em casa. Nessa troca, as castanhas de caju ficaram perdidas na massa, macias, sem destaque.
Como as coisas não saíram bem, não vou publicar como fiz a receita e sugerir que façam como consta do site da Patrícia.
Vocês podem achar estranho eu escrever um post assim, sem receita, comentando um fracasso, mas é para lembrar a todos do seguinte: a menos que tenha muita certeza do contrário, sigam SEMPRE as receitas! Por mais óbvias que elas pareçam, um pequeno detalhe pode fazer toda a diferença!
Neste caso, pior que a troca dos ingredientes foi errar a temperatura do forno...

Madeleines assadas (corretamente) a 200 graus:


Viram que diferença enorme?? Não ter me atentado para a temperatura do forno me fez perder 2/3 das Madeleines :(
Mas as que sobraram receberam uma leve polvilhada de açúcar de baunilha e acompanharam um gostoso café quentinho.


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Caramelos de baunilha (balinhas de leite)


A Patrícia Scarpin tem um blog maravilhoso, com mil receitas estreladas.
Seus posts sobre pirulitos me levaram a comprar um termômetro culinário, que estreei no último domingo, com uma receita da Paula, do The Cookie Shop (também maravilhoso).
Confesso que achei que não daria certo, porque teria que adaptar os ingredientes da receita original, logo na primeira tentativa.
No entanto, os caramelos ficaram ótimos. Lembro que são caramelos, ou seja, bem doces. A textura fica ótima, bem macio, dá para crianças pequenas comerem sem dificuldade.
Também possibilita a personalização, porque podemos embalar com celofanes coloridos, colocar em caixinhas ou saquinhos (no post original tem fotos fofas deles embalados para o Dia das Mães).
Se vocês tiverem flor de sal, baunilha em favas e creme de leite fresco, utilizem a receita original, que a Paula postou, mas que foi retirada do site do Chef David Lebovitz. A receita abaixo é uma adaptação minha, pois não tinha esses ingredientes em casa, ok?


Caramelos de baunilha (balinhas de leite)


Ingredientes:
- 180ml de creme de leite (usei Nestlé, gelado, sem soro);
- 1 colher (chá) de essência de baunilha;
- 1 pitada generosa de sal;
- 1/2 xícara de glucose de milho (Karo);
- 1 xícara de açúcar;
- 4 colheres (sopa) de manteiga em temperatura ambiente.

Modo de preparo:
Forre uma forma para bolo inglês com papel alumínio e unte muito bem com manteiga (como as minhas eram pequenas, usei duas).
Misture a baunilha ao creme de leite, metade da manteiga e o sal, numa panelinha pequena. Leve ao fogo até levantar fervura. Desligue o fogo e reserve.
Numa outra panela, misture o açúcar e a glucose. Leve ao fogo alto, sem mexer, até caramelizar (vai atingir 150°C no termômetro) – se você reparar que em algum ponto da panela a mistura está queimando, ou cozinhando mais depressa, pode dar umas voltinhas com a panela para misturar de leve.

Afaste do fogo e, com cuidado, junte a mistura de creme de leite morna. Misture bem para homogeneizar, e leve novamente ao fogo, mexendo de vez em quando, até o termômetro atingir 127°C.

Retire imediatamente do fogo e adicione o restante da manteiga, misturando para ficar homogêneo.
Passe a mistura para a forma preparada. Deixe esfriar completamente.

Retire a barra de caramelo da forma e “descasque” o papel alumínio. Com uma faca afiada e levemente (e cuidadosamente!!) untada com óleo, corte em pedaços e embrulhe em papel celofane. Pode ser guardado em recipiente tampado por até 1 mês.


obs.: Recomendo cortar em pedacinhos pequenos ou fazê-los mais baixos, como no site do chef, pois o caramelo é bem doce. Grande demais pode ficar enjoativo.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Como fazer os enfeites brasileirinhos para a Copa

Como postei antes, fiz alguns corações verde-amarelos para colocar no carro da galerinha empolgada da família, inspirada pela torcida pelo Brasil na Copa do Mundo de futebol.
É bem simples e barato!

Você vai precisar de:
- feltro amarelo;
- linha verde (usei uma mais grossa, para 'pesponto');
- agulha compatível com a linha;
- manta acrílica (ou acrilon) desfiada;
- um aplique da bandeira do Brasil;
- uma tira de fita de cetim verde e uma amarela (40cm aproximadamente de cada).

Onde achar e preços:
Comprei no Armarinho Torres, na 707 Norte (daqui de Brasília). Em bons armarinhos você poderá encontrar também.
O feltro custa R$ 15,00 o metro. Com meio metro você pode fazer cerca de 20 corações montados.
A manta acrílica custa R$ 6,00 o metro e paguei R$ 0,50 por cada aplique. As fitinhas de cetim custam R$ 1,50 a unidade com 10m.

Vamos agora ao passo-a-passo:
Faça um molde com o coração na cartolina (usei um coração-molde do Power Point, com 12cm de largura) e marque dois corações no verso do feltro amarelo. Recorte.


Posicione o aplique no centro de uma das bandas para iniciar a fixação


Fixe o aplique com a linha verde, usando as abinhas dele, pela parte de dentro, assim:


Fixe a outra parte (essa é um pouco mais difícil)


Costure as laterais do coração, unindo as bandas, até a metade dele:


Quando chegar à metade, comece a colocar a manta acrílica desfiada:


Continue costurando as laterais. À medida que fecha, introduza mais manta acrílica, para ficar bem fofo.
Quando chegar perto do centro, introduza as pontas da fita e costure, finalizando.
Está pronto o seu enfeite! Pode colocar no carro, dar de presente ou como lembrancinha de festa com tema de Copa do Mundo, enfim, usar como mandar sua imaginação!


Idéia original retirada daqui.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Invenções de uma geminiana inquieta

Passei a tarde com uma listinha a tiracolo, resolvendo pendências.
Estou com os pés doendo de tanto que andei, mas deu tudo certo, graças a Deus!
Enquanto ia de um lugar para o outro, a cabeça não parava de pensar...
Aproveitei que passaria perto de um armarinho e fiz umas comprinhas... quando cheguei, me pus a concretizar o que tinha planejado: um pendente brasileiríssimo para colocar no espelho do carro.
Ficou assim...


Como ainda não medi se a fitinha tem o tamanho suficiente, não ensinarei por enquanto como fazer.
Mas é basicamente igual ao que saiu no site Casamenteiras.
Assim que terminar os testes, apresentarei um passo-a-passo.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Geléia de morangos

Minha mãe faz uma geléia caseira de morangos que é uma perfeição!
Como ela não tinha se animado ainda e eu estava com uma caixinha de morangos bem maduros na geladeira, resolvi fazer um teste.
Fiz num dia corrido e não tive tempo de deixá-la apurar como minha mãe faz, num processo que leva horas... foi meio sem jeito, mas deu certo.
A geléia ficou bem vermelhinha e tão gostosa que acabou rapidinho, nem deu tempo para tirar foto!


Geléia caseira rápida de morangos

Ingredientes:
- 1 caixinha bem servida de morangos frescos limpos e sem cabinhos, partidos ao meio;
- 1 xícara de água;
- 1 xícara de açúcar;
- 1/4 colher (chá) de ácido cítrico alimentício (usei da MIX).

Modo de preparo:
Leve a água e o açúcar ao fogo alto, numa panela alta, de boca larga, mexendo até dissolver e formar uma calda rala. Acrescente os morangos e deixe no fogo por 15 minutos, mexendo de vez em quando, sem tampar.
Acrescente o ácido cítrico e mexa. A essa altura, os morangos estarão bem macios.
Como eu tinha pouco tempo, amassei um pouco com um amassador de feijão, para "machucar" os morangos. Misture bem para incorporar os morangos amassados ao caldo. Vai engrossar um pouco. Deixe no fogo por mais dois minutos aproximadamente.
Espere esfriar em temperatura ambiente e coloque num recipiente descartável ou esterilizado.
Rendeu um potinho pequeno.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Obrigada, Milene! O pudim deu certo!


O universo estava conspirando para que eu conseguisse fazer meu primeiro pudim bonito.
Para quem não se lembra, na última terça-feira (três dias atrás) eu tinha escrito assim: "...um pudim como eu sempre sonhei um dia fazer: sem buraquinhos, firme, dourado, uma perfeição."
Sem que eu soubesse, minha MEGA prendada cunhada Milene vivia o mesmo conflito que eu: não conseguia fazer pudim. Depois de várias tentativas e muitas pesquisas na internet, ela enfim conseguiu! Me ensinou ontem, durante o almoço na casa da minha mãe. À noite eu tentei... consegui segurar a onda até hoje e a recompensa foi excelente: o pudim ficou lindo e delicioso! Meu marido-fotógrafo clicou e aprovou!
Vou ensinar tudinho para vocês!


Pudim de leite condensado

Ingredientes:
Calda:
- 7 colheres (sopa) de açúcar.
Pudim:
- 1 lata de Leite Moça;
- 1 medida da lata de leite integral (usei Piracanjuba);
- 3 ovos inteiros (usei caipira).

Modo de preparo:
Calda:
Leve o açúcar ao fogo médio-baixo, até caramelizar.
Transfira o caramelo para a forma e espalhe com a ajuda de uma colher.
Muita calma nessa hora! Eu me queimei, mas estou recuperada! rsrsrs
Pudim:
Bata os ingredientes no liquidificador (usei mixer), por um ou dois minutos.
Segredinho: deixe essa mistura já batida reservada por uns 15 minutos. Uma espuminha vai ficar na superfície. Quando for colocar o líquido na forma caramelizada, o faça lentamente, usando uma colher para separar a espuma do líquido consistente. Despreze a espuma.
Leve o pudim ao forno preaquecido a 200 graus, em banho-maria (coloque a água quente de uma chaleira - aprox. 1l - numa forma alta e mais larga e a forma com o pudim no meio). Não cubra com alumínio, o correto é deixá-lo descoberto mesmo. Deixe no forno por 1h30.
Quando esfriar um pouco, leve a geladeira por pelo menos 12h. Desenforme na hora de servir.

Rende um pudim pequeno, que serve bem de 4 a 6 pessoas.
Usei uma forma de alumínio de 13X8cm.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Texto: O TEMPO PASSOU E ME FORMEI EM SOLIDÃO

Recebi esse texto e achei bem interessante, para refletirmos.
Espero que gostem!


"O TEMPO PASSOU E ME FORMEI EM SOLIDÃO"

José Antônio Oliveira de Resende - (Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei/MG).

Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido.
Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
- Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
- Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando- nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha - geralmente uma das filhas - e dizia:
- Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte:
pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores:
televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
- Vamos marcar uma saída!... - ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e ossibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...
Que saudade do compadre e da comadre!

Texto recebido pela internet. Não tenho como confirmar a autenticidade. Caso isso seja questionado pelo autor, removerei em seguida.

Na cozinha da Chris   © 2008. Template Recipes by Emporium Digital

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